
essa newsletter foi escrita por um humano
Olá,
Espero que você tenha anotado, ou ao menos pensado sobre a pergunta toda vez que algo em alguém te incomodou essa semana. Se fez isso, já deu um passo que muita gente nunca dá.
Hoje é sexta-feira, dia dos namorados. E eu quero falar sobre a relação mais importante da sua vida: a que você tem com você mesmo.
Não é um clichê. É um fato que a gente empurra para debaixo do tapete com muita facilidade. Pensa comigo: quando um amigo(a) ou namorado(a) está passando por um momento difícil, o que você faz? Você ouve, você acolhe, você escolhe as palavras com cuidado, porque não quer machucar, porque se importa. Você diria pra ele "você é um fracasso", "você nunca vai dar certo", "que burrice a sua"? Claro que não, mas quantas vezes você disse exatamente isso para si?
Existe uma crueldade que a maioria de nós pratica todos os dias, dentro da própria cabeça e que raramente reconhecemos. A voz que aparece quando você erra no trabalho, quando trava numa conversa, quando olha no espelho, quando compara sua vida com a de outra pessoa. Essa voz fala num tom que você jamais usaria com alguém que ama. E ainda assim, você a escuta. Mais do que isso: muitas vezes acredita nela.
A nossa conversa interna é o ambiente onde passamos mais tempo em toda a nossa vida, e é o ambiente que menos nos ensinaram a cuidar.
Tomar consciência sobre si mesmo começa, antes de qualquer coisa, por perceber o que você fala dentro da sua mente. Não o que você acha que pensa, mas o que realmente passa pela sua cabeça quando as coisas dão errado, quando você se sente inseguro, quando alguém te decepciona. Qual é o tom? Qual é a dureza? Você se trata como um inimigo ou como alguém que merece ser compreendido? A maioria das pessoas nunca se fez essa pergunta.
E não estou falando de positividade forçada, de trocar pensamentos ruins por frases motivacionais que você não acredita. Estou falando de algo mais honesto e mais difícil: perceber que você é um ser humano em processo, que erra, que se contradiz, que às vezes age por medo, que às vezes se machuca. E que tudo isso merece ser olhado com mais gentileza do que você costuma oferecer.
Relacionamentos com os outros só conseguem ser tão saudáveis quanto o relacionamento que você tem com você. Não porque "você precisa se amar primeiro", mas porque a forma como você se trata fica evidente na forma como aceita ser tratado, no que tolera, no quanto você permite receber amor sem se sentir indigno dele.
Nesse dia dos namorados, que você consiga oferecer a si mesmo ao menos uma fração da gentileza que oferece às pessoas que ama. Você também merece isso.
Até segunda. ⚡

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No episódio de hoje quero te ajudar a olhar para quais ingredientes você está colocando na torta que come todos os dias. As músicas que você escuta, os livros que lê, as notícias que consome, os pensamentos repetitivos, tudo isso é ALIMENTO.
Como você está alimentando sua mente?
Quem treina, REINA!
Marcos Strider
